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13/01/21 Gestão Escolar

Em tempos de cyberbullying, como sua escola deve educar contra o preconceito?

Educar para os direitos humanos é ajudar a construir um mundo melhor

Todo gestor escolar e educador já sabe: a educação transforma o mundo. E por que não fazer dela um instrumento para tornar o mundo melhor para todos? Quando falamos em educar contra o preconceito, esse é o objetivo que temos em mente. 

Formar cidadãos tolerantes, empáticos, que saibam conviver com o próximo e respeitar as diferenças de cada um é um dever de todos que são responsáveis por uma criança ou um adolescente e é um grande passo na promoção dos direitos humanos. 

Debater o tema é ainda mais relevante em um período em que os alunos não ocupam o espaço escolar e que, portanto, as agressões podem ocorrer a qualquer momento. Isso faz com que a comunicação com a família e a vigilância no combate ao bullying e ao cyberbullying se tornem essenciais.

 

Neste post, vamos explicar por que esse cuidado é obrigação da escola e como elaborar práticas educativas para educar contra o preconceito e o bullying que funcionam no mundo real e digital.

Educar contra o preconceito é obrigação de toda escola

Escolas e famílias precisam estar juntas para cumprir essa missão que, mais do que uma opção, é uma obrigação prevista em lei, segundo Angela Mendonça, especialista em Direito Educacional e presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Paraná (CEDCA).

“No contexto da educação e do direito educacional brasileiro, a educação contra o preconceito é mais do que uma escolha, é, na realidade, uma obrigação. Uma obrigação ética, política e civilizatória, tanto da família quanto da instituição escolar”.

Esse dever, conforme explica Angela, está presente em diversas legislações brasileiras, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, claro, a principal delas: a Constituição Federal de 1988. No documento, um dos conceitos centrais é a dignidade humana. 

Tudo isso é reflexo do fato de que vivemos em um modelo de Estado democrático de direito, num país que acolhe pessoas do mundo todo e, portanto, precisa garantir a integridade de todos.

“Tanto a escola pública quanto a escola privada, reconhecendo ou não isso como válido, têm o dever de trabalhar, de agir e de constituir suas práticas pedagógicas nesse sentido garantista”, afirma a especialista.

Por que o preconceito acontece?

Apesar das amplas legislações que abordam o assunto, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), em 2017, levantou que 73% dos entrevistados já fizeram comentários preconceituosos de algum tipo.

Isso mostra que, infelizmente, o preconceito ainda é algo comum em nosso país. E, para educar contra o preconceito e promover uma educação que respeite os direitos humanos, é fundamental superarmos esse problema, que exige mais do que a criação de leis.

“É um fenômeno de processo, que tem uma perspectiva cultural e histórica que não pode ser negada. Não se vence o preconceito apenas pela presença de uma nova legislação, mas pela revisitação dos nossos inconscientes coletivos e da nossa perspectiva de humanidade”, afirma Angela. 

Isso quer dizer que muitas vezes podemos ter pensamentos, condutas ou usar expressões preconceituosas sem percebermos ou porque achamos que, se um dia elas foram aceitáveis, devem ser até hoje. 

Seja por conta de cultura, classe social, cor, raça, orientação sexual, gênero, entre outros motivos, o preconceito pode trazer consequências extremamente negativas para quem o sofre. 

Na escola, um dos principais ambientes de socialização de crianças e adolescentes, ele pode influenciar em práticas violentas como o bullying, que acontece por meio de intimidação, discriminação ou humilhação. 

Isso é um fator de risco na quarentena, momento em que as crianças e jovens passam ainda mais tempo online e, ao mesmo tempo, vêm tendo a saúde mental afetada por todo o contexto da Covid-19. 

Por isso, é tão importante o papel das escolas e das famílias no desenvolvimento da autoconsciência e na educação dos jovens para a percepção das diferenças e o respeito a elas, seja no ambiente escolar ou no virtual.

3 dicas para formular ações educativas contra o preconceito

  • Conheça e reconheça o fenômeno

O primeiro passo para educar contra o preconceito é estudar as legislações para entender seu compromisso com uma educação que promova os direitos humanos, combata o preconceito e forme cidadãos que respeitem a diversidade. 

Com isso, é possível começar a entender a importância de se posicionar cotidianamente, tanto do ponto de vista normativo, da inclusão desse debate nos regimentos escolares, quanto do ponto de vista pedagógico.

 

  • Foque menos na punição e mais na reflexão

Mais do que a punição e a responsabilização dos alunos que cometem algum tipo de bullying, a escola precisa, de acordo com os próprios termos da lei, desenvolver práticas pedagógicas que sensibilizem e permitam a construção de um pensamento autônomo. 

Dessa forma, não só os estudantes, mas toda a comunidade escolar começa a reconhecer o bullying como algo inaceitável.

 

  • Invista em práticas restaurativas

Uma ótima forma para resolver conflitos são as práticas pedagógicas dialógicas e restaurativas. Por meio delas, é possível reatar as relações e gerar reflexões sobre diferentes situações e acontecimentos. 

A punição, a advertência ou eventualmente uma suspensão não vai resolver a questão geradora dessa medida. A condução à consciência e à sensibilização é o que vai motivar a construção de relações mais amorosas e respeitosas.

Um valor Positivo

Nós do Sistema Positivo de Ensino estamos ao lado das escolas para praticar e promover uma educação mais humana e contra o preconceito.

 “Qualquer produção editorial precisa levar em conta o combate ao preconceito. Na verdade, o processo de educar considera, naturalmente, o respeito pelo outro e pela diversidade”, confirma Júlio Röcker Neto, gerente editorial do Sistema Positivo de Ensino.

Não é só o desenvolvimento cognitivo que está presente no processo escolar, mas também o desenvolvimento social e a aprendizagem de habilidades socioemocionais. Por isso, nossa metodologia e materiais que oferecemos, para professores e alunos, reforçam o ensino de competências importantes para a vida toda, incluindo a empatia, a capacidade de resolver conflitos e o respeito ao próximo. 

“É um princípio inerente à educação, bem como à missão e aos valores do Sistema Positivo de Ensino”, afirma Julio.

Quer aprender mais sobre educar contra o preconceito? Baixe o e-book “Sua escola na luta contra o bullying”, disponível aqui no Blog Gestão Escolar, exclusivamente para escolas conveniadas. 

Para mais dicas como essas, continue nos acompanhando aqui no blog e em nossas redes sociais: YouTube, Facebook e Instagram.

Leia também: O papel das escolas de acordo com o programa de combate à intimidação sistemática

 

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