Pesquisa

23/08/18 Gestão Escolar

O futuro da educação

Saiba quais são algumas das principais tendências no universo educacional

Uma aprendizagem mais acessível, envolvente e personalizada – e que tenha a tecnologia como grande colaboradora em todo esse processo. É para isso que apontam algumas das principais tendências no universo educacional, que nos ajudam a vislumbrar o futuro da educação. Favorecendo um currículo mais flexível, que proponha metodologias ativas para incentivar a participação e o engajamento dos estudantes, o foco é uma educação inovadora e mais relevante aos alunos, que leve em conta o contexto no qual eles estão inseridos e os prepare para os desafios do mundo.

Aprendizado pela experiência

Seja uma escola conveniada. Seja Positivo.




É por meio da experimentação e do erro que os alunos aprendem, exercitando o raciocínio lógico, a criatividade e a imaginação ao longo do processo. Assim, é fundamental que as escolas proporcionem um conteúdo que dialogue com a realidade dos estudantes. Propor experiências que se aproximem de seu cotidiano e das comunidades nas quais estão inseridos para despertar maior interesse pelos assuntos apresentados é uma opção. Por isso, investir e respeitar o que cada um traz consigo é garantir um aprendizado individual e efetivo. Isso porque permite ao aluno levantar hipóteses que são pertinentes à sua realidade, fazendo com que ele compreenda melhor o que estuda e não simplesmente acumule dados e informações.

Para o Diretor-Geral da Editora Positivo, Emerson Santos, inserir os alunos num ambiente em que possam fazer questionamentos e aprender pela experiência, sempre tendo como fundamento o interesse pelo tema estudado, é essencial. “É preciso traçar uma jornada do aprendizado em que o professor nunca vai dar as respostas prontas, mas orientar os alunos sobre como podem chegar ao resultado, passando por pesquisas e experiências”, explica o diretor.

[contact-form-7 404 "Not Found"]

Professores são mediadores e curadores do conteúdo

Com as profissões do futuro totalmente transformadas pela automação acelerada de processos, os alunos precisam se tornar “life learners”, ou seja, aprender e se qualificar ao longo da vida. Diante disso, os educadores devem atuar como curadores, e não repassadores ou detentores de conhecimento. O modelo educacional precisa estar focado em ensinar a pensar, a aprender e a agir. Para tanto, escolas e professores devem estar preparados para esse desafio. Favorecer metodologias ativas, como a sala de aula invertida, por exemplo, e propor projetos e abordagens interdisciplinares podem ser alternativas muito positivas. Dessa forma, “o aluno aprende com a escola e a escola aprende com o aluno”, ressalta Emerson.

Mobile learning

O uso de dispositivos móveis, como laptops, smartphones e tablets, faz parte do cotidiano dos alunos e indica uma oportunidade para inovar e ampliar o processo de ensino e aprendizado. Por meio do mobile learning, é possível utilizar videoaulas, aplicativos, livros digitais e redes sociais acadêmicas. Esses recursos favorecem o pensamento crítico e a capacidade de argumentação dos estudantes. Eles podem realizar pesquisas acadêmicas aprofundadas de forma mais acessível e colocar em prática a teoria aprendida em sala. No entanto, para que isso funcione, professores precisam estar capacitados para explorar as ferramentas e é fundamental que as escolas forneçam a infraestrutura necessária.

Gamificação

O uso de jogos educativos, dentro e fora de sala aula, representa uma maneira divertida e poderosa de motivar os alunos e engajá-los em seu próprio processo de aprendizagem. Isso porque, durante a “brincadeira”, eles podem criar personagens, ganhar prêmios (bônus), garantir pontos por cada acerto ou missão/desafio cumprido e passar de “fase” para níveis mais difíceis – que nada mais é do que se aprofundar e aprender mais sobre determinado assunto. Portanto, inserir essas atividades contribui para o desenvolvimento de habilidades como o espírito de equipe, a criatividade e a persistência.

Habilidades são mais importantes do que técnicas

As crianças de hoje provavelmente irão trabalhar em profissões que ainda não existem ou são pouco conhecidas. Por isso, competências apenas técnicas perdem valor em um mercado de trabalho interessado em profissionais criativos, resilientes e preparados para se adaptar a mudanças e encarar desafios. Nesse sentido, as escolas devem focar mais em incentivar os alunos à autonomia, à criatividade, à colaboração e à inovação. Tudo isso usando a tecnologia como suporte de aprendizagem e respeitando as habilidades individuais, os modos de agir e de pensar de cada um, que são essenciais para a formação.

Realidade virtual na sala de aula

Potente ferramenta de engajamento, a realidade virtual gera curiosidade, é divertida e traz a experiência para a sala de aula. Além disso, seguindo o conceito de que a melhor forma de aprender é na prática, ela proporciona experiências totalmente imersivas. Isso possibilita ao aluno maior proximidade dos conteúdos estudados e auxiliando também na memorização e entendimento do tema. Nesse contexto, estudar a anatomia humana realmente vendo o formato de um coração, cor e artérias pulsando com certeza, é mais interessante do que apenas ver imagens estáticas em livros didáticos, por exemplo.

Inteligência Artificial

A inteligência artificial pode ajudar a promover uma ideia há muito tempo discutida na educação: a personalização. Com plataformas digitais e inteligentes, é mais simples definir para cada aluno uma trilha de aprendizado diferente. Isso porque, por meio do histórico deixado nesses ambientes, é possível coletar e analisar os dados individualmente e entender a forma como cada um aprende. “Essa tecnologia também pode auxiliar em atividades rotineiras, como lembrar alunos sobre datas de entrega de trabalhos, reforçar o conteúdo, tirar dúvidas, fazer testes e avaliar o desempenho”, finaliza o Diretor-Geral da Editora Positivo.

Para relembrar: Prepare a sua escola para essas tendências

  • O professor do futuro se destacará por ser curador de conteúdos, bom líder e analista capaz de fazer diagnósticos cognitivos. Nesse sentido, ajudar o aluno a organizar o seu aprendizado passa a ser prioridade.
  • O domínio do conteúdo, a atualização tecnológica e a capacidade de comunicação do educador serão grandes diferenciais. Os alunos podem ter mais conhecimento sobre tecnologia, mas muitas vezes não sabem usá-la de modo pertinente. Portanto, a instituição precisa apoiá-los a pensar criticamente e a agir de maneira segura no mundo digital.
  • Mais do que ensinar por meios tradicionais, as escolas devem ser laboratórios de uma sociedade mais justa e comprometida. Assim, os alunos precisam ser encorajados a compartilhar sua voz para que se tornem grandes agentes de transformação.
  • O educador preparado para os desafios e novas tendências da educação deverá também manter um bom relacionamento com a turma. Precisará demonstrar empatia e ter desprendimento para colocar o aluno em um papel de protagonista. E, além disso, deixar a criança perceber que ela é também uma fonte de conteúdo.
28/08/20

Como arrasar na redação do Enem? Confira as dicas de Débora Aladim e Profª Pamba

Você mais próximo de uma redação nota 1000!

15/06/20

Atividade maker na quarentena: como realizar?

Entenda como as aulas maker podem ser importantes neste momento de pandemia e confira quatro bons motivos para mantê-las mesmo com o isolamento social.

17/04/19

COMO PREPARAR SUA ESCOLA PARA MUDANÇAS?

Concentrar esforços nos diferenciais da sua escola é fundamental para superar desafios